A fototerapia é aplicada há muitos anos. Foi final do século XIX, que o desenvolvimento em pesquisas nesta área despertou interesse pelo LED (Light Emitting Diode ou Diodo Emissor de Luz) uma tecnologia da National Aeronautics and Space Administration¹.

O termo LED surgiu de Light Emitter Diode (Diodo Emissor de Luz), cujos princípios de funcionamento como a fotobioestimulação, atuam em forma de cascata de respostas celulares resultando na modulação da função celular, proliferação celular e reparação das células comprometidas, sendo experimentados inicialmente no crescimento de plantas².

Outra característica importante é que o LED não causa aumento de temperatura significante³.

Os principais benefícios que existem do aparelho LED são: o baixo custo, a durabilidade (na sua composição não existe um filamento interno como as lâmpadas fluorescentes comuns que queima), não causar dor nem queimaduras e sua eficácia mesmo não promovendo aumento de temperatura³.

O LED, fisicamente, é definido como um diodo semicondutor que quando energizado emite luz visível, formado pela união de um semicondutor do tipo P (Positivo) e um semicondutor do tipo N (Negativo), originando uma junção PN. Essa junção recebe o nome de Diodo Semicondutor. A luz é produzida pelas interações energéticas de elétron através de um processo chamado eletroluminescência². Os LEDs estão não só nos aparelhos digitais de ponta como também já encontram-se nas clínicas de Fisioterapia, Estética e Medicina Estetica mais modernas.

Pode-se aplicar na Fisioterapia Dermatofuncional, Onco-funcional, Ortopédica e Neurológica e até mesmo na Odontologia Estética. Sua eficácia clínica tem diversas finalidades variando de acordo com seu comprimento de onda de 405nm (luz visível azul) a 940nm (infravermelho)4.

A aplicabilidade do LED é vasta, hoje, existem estudos comprovando tratamento para acne, psoríase, câncer de pele, linfomas cutâneos, verruga vulgar, leishmaniose cutânea e minimizar rugas de expressão5,6.

Cada comprimento de onda apresenta determinadas reações no organismo. O LED (420-490nm) com luz visível azul tem como principal indicação, na dermatofuncional, o tratamento da acne vulgaris, porém os estudos descrevem o efeito em grande parte do processo fisiopatológico que variará de acordo com a classificação da acne7-9.

Fisiologicamente o LED azul estimulará a produção de citocinas pró-inflamatórias que incluem interleucinas 1 (IL-1), fator de necrose tumoral (TNF) e fator de estimulação de colônias de macrófagos e granulócitos (GM-CSF)8. Em processos inflamatórios, se a aplicação for imediata, além de acelerar a fisiologia da inflamação reduz as lesões e consequentemente a dor10.

O LED (515-570nm) luz visível verde apresenta efeito rejuvenescedor atuando na síntese de fibroblastos, aumentando a deposição de colágeno tipo I e reduzindo a atividade da colagenase nas papilas dérmicas11. Descreve-se que a ação deste comprimento de onda atua modulando a energia celular a adenosina trifosfato (ATP), aumentando a produção de colágeno e elastina da derme12. Como a separação dos comprimentos de onda é realmente didática, observou-se que quando combinado o LED verde com comprimentos de ondas maiores os mesmo resultados foram observados 13.

Como citado anteriormente, pode-se verificar o efeito rejuvenescedor em maiores comprimentos de onda. O LED (620-680nm) luz visível vermelha além de apresentar este efeito8 também atua no processo inflamatório inibindo a enzima ciclooxigenase e as prostaglandinas o que pode-se configurar a ação antiinflamatória 14.

O LED vermelho estimula os processos básicos de energia na mitocôndria de cada célula sensibilizando os cromóforos e sistema de citocromo. Os melhores resultados encontrados foram na rapidez do processo de cicatrização de feridas em especial para os comprimentos de onda 680 nm, 730 nm e 880 nm¹.

O controle da inflamação também é bastante descrito15. Este mesmo autor observou relevância no aumento no número de fibroblastos e mitocôndrias nas células. Outros autores observaram redução de edema durante a inflamação, fundamental para finalização cicatricial4.

O LED torna-se uma boa opção para tratamento fisioterapêutico tanto a nível ambulatorial quanto em Centros de Tratamentos Intensivos, devido a sua portabilidade, para solucionar tanto os processos inflamatórios e realizar desinfecção, como também acelerar a cicatrização de úlceras e ainda minimizar o envelhecimento da pele quando desejado.